Conferência “Inferência” juntou jornalistas, investigadores e especialistas em Lisboa para discutir o impacto da Inteligência Artificial no jornalismo
Organizada pelo Shifter, a primeira edição do Inferência aconteceu nos dias 26 e 27 de Setembro, no Beato Innovation District, em Lisboa. Jornalistas, investigadores, especialistas em Inteligência Artificial, responsáveis políticos e outros profissionais discutiram o futuro do jornalismo, direitos de autor e os desafios colocados pela crescente utilização de IA na produção e circulação de informação. A participação no Inferência era gratuita mas requeria inscrição.
Nos dias 26 e 27 de Setembro, o Unicorn Stage, no Beato Innovation District, recebeu a primeira edição do Inferência, um novo encontro organizado pelo Shifter dedicado à relação entre Inteligência Artificial, Jornalismo e Direitos de Autor. Ao longo de dois dias, o Inferência propôs pensar as transformações que a Inteligência Artificial está a provocar no ecossistema da informação.

Que consequências pode ter a crescente intermediação da informação por sistemas de Inteligência Artificial para a democracia? Quem paga pelos dados utilizados para treinar modelos de IA? Que impacto terão estas tecnologias nas redações e no trabalho dos jornalistas? Que políticas são necessárias para garantir a sustentabilidade do jornalismo?
Estas são algumas das questões que atravessaram um programa composto por debates, conversas, entrevistas ao vivo e workshops, reunindo diferentes perspetivas sobre tecnologia, jornalismo, política, direitos de autor e acesso à informação.
“Há uma tendência para falar de Inteligência Artificial como uma inevitabilidade, com um trajecto previamente traçado. Nós acreditamos que se nos juntarmos para debater coletivamente podemos ter uma palavra a dizer. Para isso é preciso juntar pessoas de 15 de Setembro 2026 várias áreas e com várias responsabilidades, e perceber que respostas são precisas para contrariar as ameaças trazidas pela IA e como tirar partido das oportunidades. Individualmente a IA pode parecer uma ameaça, mas se acreditamos no poder da democracia, temos de acreditar que juntos podemos ter uma palavra a dizer.“, sublinhou João Gabriel Ribeiro, cofundador e editor do Shifter.
Entre os participantes que estavam confirmados encontravam-se os seguintes: Ana Marta M. Flores (iNOVA Media Lab), Carolina Franco (Shifter), Daniel Moura Borges (Bloco de Esquerda), Diogo Matos (ZeroZero), Eduardo Santos (Knowledge Rights), Flávia Brito (RTP), Flávio Nunes (Jornal ECO), G. C. Viegas (Fumaça), Gonçalo Almeida (Expresso), João Gabriel Ribeiro (Shifter), Kenia Nunes (Produtora & Gestão de Redes), Margarida Davim (Visão), Maria João Faísca (CS’ Associados), Mariana Mortágua (Economista e Professora), Mário Figueiredo (I.S. Técnico), Marta G. Franco (Redes Nuestras), Nuno Artur Silva (Autor e Ex-Secretário de Estado), Paulo Lopes Silva (Partido Socialista), Rúben Tiago Pereira (Expresso), Salomé Leal (Polígrafo), Vania Baldi (OberCom), Vilma Reis (Coimbra Coolectiva), entre outros nomes anunciados.
O programa incluía conversas, entrevistas ao vivo, duas keynotes a anunciadas, além de uma Assembleia de Jornalistas e de workshops com certificação do CENJOR. E a entrada, quer na conferência quer nos workshops, era gratuita, mediante inscrição. As reflexões do Inferência não terminaram no evento. O Shifter está também a preparar um guia dedicado à Inteligência Artificial, Jornalismo e Direitos de Autor, em formato físico e digital, que reunirá e prolongará algumas das ideias e contributos apresentados durante os dois dias, juntamente com participações de outros convidados.
Organizado pelo Shifter, o Inferência contou nesta 1.ª edição com o apoio da Visapress, Unicorn Factory Lisboa / Beato Innovation District, Institut français, Goethe-Institut Portugal, Fundo Cultural Franco-Alemão, CENJOR, OberCom, WellRead, Casa Capitão e Lisboa Para Pessoas.





