Fogo do Chiado foi há 38 anos. "Tragédia ceifou o coração de Lisboa"
Há 38 anos, Lisboa acordava para a maior tragédia urbana da sua história moderna. Um grande incêndio tomava conta do Chiado. Foram horas de intenso combate às chamas, que destruíram 18 edifícios, alguns deles bastante emblemáticos, fez 70 feridos e matou duas pessoas, entre as quais um bombeiro.
A 25 de Agosto de 1988, Lisboa foi palco do incêndio urbano mais marcante da sua história moderna.
O fogo do Chiado destruiu 18 edifícios, alguns deles bastante emblemáticos, deixou 70 pessoas feridas e matou duas, entre as quais um bombeiro.
Esta Teça-feira, a tragédia, que teve 38 anos, foi recordada por diversas entidades, como por exemplo, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa.
“O incêndio do Chiado deixou uma marca indelével na memória coletiva. Da tragédia nasceram importantes ensinamentos. O incêndio do Chiado impulsionou mudanças no planeamento urbano, na reabilitação do edificado e no reforço das normas de segurança contra incêndios, contribuindo para uma cidade mais preparada, mais resiliente e mais segura”, assegura a Proteção Civil.
Na mesma publicação, partilhada no Facebook, a entidade realça que “a melhor forma de homenagear as vítimas de uma catástrofe é preservar a sua memória através da aprendizagem”. “Retirar ensinamentos do passado e transformá-los em ação é a forma mais eficaz de prevenir novas tragédias e de proteger as pessoas, o património e a cidade. Recordar também é prevenir”, recordou.
Também o Regimento de Sapadores dos Bombeiros de Lisboa assinalou a data nas redes sociais. “Há 38 anos, um violento incêndio deflagrou nos Armazéns Grandella, no Chiado, propagando-se às ruas adjacentes”, escrevem os operacionais, lembrando Joaquim Catana Ramos, que perdeu a vida do fogo.
“O bombeiro sapador Joaquim Catana Ramos, com 31 anos, foi uma das duas vítimas mortais provocadas por esta tragédia que ceifou o coração de Lisboa, causando dezenas de feridos, destruindo mais de uma vintena de edifícios e provocando centenas de desalojados”, recordaram, realçando que “Esta Terça-feira, dia 25 de Agosto, celebrou-se o Dia Municipal do Bombeiro em homenagem à memória de todos os que, com coragem e dedicação, deram e continuam a dar a vida pela proteção de Lisboa e dos seus habitantes”.
Na publicação, os bombeiros partilharam um vídeo produzido a partir de fotografias da época, através de Inteligência Artificial (IA).
Numa outra publicação, os bombeiros partilharam várias fotografias da cerimónia desta Terça-feira, do Dia do Bombeiro, em Lisboa.
“A Câmara Municipal de Lisboa, através do Regimento de Sapadores Bombeiros, assinalou, na manhã, desta Terça-feira, 25 de Agosto, o Dia Municipal do Bombeiro, numa homenagem a todos os homens e mulheres que, diariamente, dedicam o seu trabalho, coragem e compromisso à proteção e ao socorro da cidade de Lisboa”, anunciaram.
No local onde há 38 anos o grande incêndio do Chiado “marcou para sempre a história da cidade, foi depositada uma coroa de flores, junto à lápide que evoca a memória dos que combateram aquele incêndio e dos que perderam a vida nessa missão”.
“Um momento de respeito e memória, que contou ainda com a entoação dos toques de silêncio e alvorada, honrando aqueles que deram tudo no cumprimento da sua missão”, evidenciaram.
Carlos Moedas, presidente da autarquia, no seu discurso de homenagem, lembrou: “Quando todos têm de recuar, os bombeiros avançam. Arriscar a própria integridade física para preservar a nossa comunidade é a virtude mais nobre de qualquer sociedade”.
“Aqueles que deixam as suas casas, que enfrentam o inferno no terreno, espero que regressem rápido e salvos. Que voltem para junto das suas famílias. Lisboa orgulha-se profundamente dos seus bombeiros”, notou o autarca.
Carlos Moedas realçou ainda o investimento que a CML está a fazer na área do socorro e destacou as medidas concretas de reforço e valorização do RSBL, que incluem um investimento superior a 19 milhões de euros, a requalificação de cinco quartéis e o reforço do efetivo com 58 novos recrutas, estando previstas mais 60 vagas já em Novembro.
“Esta Terça-feira, como há 38 anos, a missão mantém-se: estar onde é preciso, quando é preciso, ao serviço de Lisboa e dos lisboetas”, terminaram os bombeiros.
Já a Polícia Municipal de Lisboa recordou que “há 38 anos o Chiado ardia” e que “hoje é dia de homenagear todos os bombeiros que prestam socorro no município de Lisboa”.






